O senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato da legenda ao governo em 2026, saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após sua detenção e condenação com trânsito em julgado, classificando o fato como profundamente prejudicial à imagem do país. O parlamentar reafirmou que seu partido continuará a exercer forte pressão pela aprovação do "PL da Anistia."
Fagundes traçou um paralelo com a prisão do ex-presidente Lula, mas fez questão de diferenciar as motivações das detenções, focando no impacto internacional da situação.
“É claro que a imagem do Brasil lá fora de mais um presidente da República preso... no caso do anterior [Lula], preso por denúncias de corrupção, não só dele, do partido inteiro. O presidente Bolsonaro preso por outra situação, não por corrupção, mas também é uma imagem que fica ruim,” argumentou o senador.
O parlamentar ainda classificou Bolsonaro como a maior força política em atividade no país, justificando a urgência da anistia.
“A prisão do Bolsonaro é ruim para o país, porque é a maior liderança que esse país tem, popular, e nós do PL continuamos lutando muito para que a gente possa ter anistia,” declarou Fagundes. O senador afirmou que o PL não recuará na pressão pela aprovação, insistindo na “anistia para o presidente Bolsonaro e para todos aqueles injustiçados.”
E reforçou a posição do PL de que o cenário democrático será comprometido se o ex-presidente for mantido fora da disputa eleitoral de 2026. “E essas eleições, não serão eleições democráticas se o presidente Bolsonaro não estiver presente. Nós vamos continuar insistindo nisso,” concluiu.
Até o vídeo postado nesta sexta-feira (28) Wellington havia se manifestado de forma mais tímida desde a prisão de Bolsonaro.
CONDENAÇÃO DE LULA X BOLSONARO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve suas condenações no âmbito da Operação Lava Jato, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, anuladas em 2021 pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Após ficar 580 dias preso e ser impedido de disputar as eleições de 2018, o petista recuperou seus direitos políticos.
O STF entendeu que Lula não teve seus direitos respeitados nos processos conduzidos pelo então juiz Sergio Moro, determinando a anulação das condenações.
Enquanto Jair Bolsonaro (PL) se tornou o primeiro ex-presidente do país condenado por participação em uma tentativa de golpe de Estado.
A condenação estabeleceu uma pena de 27 anos e três meses em regime inicial fechado, após os eventos antidemocráticos que se seguiram às eleições de 2022.
Bolsonaro foi condenado pelos crimes de organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do estado democrático de direito; golpe de estado; dano qualificado pela violência e ameaça grave; deterioração de patrimônio tombado.
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