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Quinta-feira, 17 de Maio de 2018, 17h:44

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Laudo apontará se morte de criança em Primavera foi causada por H1N1

O Lacen, instituição pública responsável pela emissão dos relatórios laboratoriais, deve ter os resultados em até 30 dias


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Pérsio Souza

A morte de uma criança de um ano e seis meses no Hospital das Clínicas, nesta quarta-feira (16), em Primavera do Leste, gerou diversos boatos na cidade de que a causa tenha sido por conta do vírus da H1N1. Ela havia dado entrada na unidade na segunda-feira (14), com um quadro de insuficiência respiratória, porém não resistiu e morreu. Os rumores assustaram a comunidade primaverense, mas segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) não é possível afirmar ainda a causa da morte do menor e que isso só será possível a partir de exames laboratoriais.

A coleta do material para o exame, que irão comprovar se a morte da criança foi causada por H1N1, segundo a SMS, é de responsabilidade do hospital que realizou atendimento à vítima, o Hospital das Clínicas. O resultado é emitido pelo Lacen, uma instituição pública do Estado de Mato Grosso que dá os pareceres técnicos laboratoriais. Conforme a Secretaria Estadual de Saúde (SES) os laudos levam até 30 dias para serem emitidos, mas salienta que o órgão busca entregar no máximo em 15 dias os relatórios finais. 

A Prefeitura de Primavera do Leste, através da Assessoria de Imprensa, emitiu uma nota de esclarecimento sobre a morte da criança e lamenta a morte da vítima. Com isto, afirma que será aberto um procedimento investigativo do caso, por meio da Câmara de investigação de Óbito, composta por equipe multiprofissional. Este procedimento é comum em mortes de crianças menores de cinco anos. A conclusão deverá sair em até 30 dias.

Em nota, a Prefeitura ressalta que importante à população se prevenir contra a doença, mesmo que não tenha sido confirmado nenhum caso suspeito de H1N1 na região Sul do Estado.

Confira a nota emitida na íntegra:

“A Secretaria Municipal de Saúde lamenta o falecimento da criança ocorrido nessa quarta-feira, 16; está solidária com a família e, nessa oportunidade informa que a morte prematura, se pelo vírus H1N1 ou outra causa, só será comprovada a partir de exames laboratoriais, conforme as recomendações do Ministério da Saúde, esclarecendo ainda que é de responsabilidade do hospital que realizou o atendimento à vítima, o Hospital das Clínicas, coletar o material para o referido exame.

Cumprindo com as responsabilidades que lhes são inerentes, a Secretaria Municipal de Saúde vai abrir procedimento investigativo do caso, por meio da Câmara de Investigação de Óbito, composta por uma equipe multiprofissional, medida de rotina para mortes de crianças menores de cinco anos e, a conclusão sairá em torno de trinta dias.

Embora nenhum caso suspeito de H1N1 tenha sido confirmado na região Sul do Estado, é importante que toda a população se previna contra a doença e fique atenta a qualquer sintoma que possa apontar nessa direção. Ressaltamos também que o Ministério da Saúde garante a eficácia das vacinas, não havendo a possibilidade de causar adoecimentos e mortes, como está sendo divulgado em redes sociais e, mesmo o público vulnerável à imunidade, como os portadores de HIV, pode tomar a vacina”.

Cinco mortes por h1n1 foram confirmadas em Mato Grosso

De acordo com o último relatório emitido pela Secretaria Estadual de Saúde, no dia 11 de maio, foram confirmadas cinco mortes por H1N1 em Mato Grosso. O boletim emitido pela Vigilância Epidemiológica Estadual é referente ao período de 27 de abril a 10 de maio de 2018. A notificação total ao de casos suspeitos subiu de 102 para 275 nesse mesmo período, dos quais 61 foram confirmadas.

Em nota, encaminhada via Assessoria de Imprensa, a SES afirma que até segunda-feira (21), deverá sair um boletim com dados atualizados, pois nesta semana a equipe de Vigilância Epidemiológica está em reunião interna. Sendo assim, não foi possível especificar nenhum dado sobre Primavera do Leste.

Sobre o prazo de emissão dos exames laboratoriais, a Secretaria Estadual foi quem afirmou que “pode levar até 30 dias, mas o Lacen vem trabalhando para conseguir esse resultado em 15 dias”, afirma.

Dos 61 casos confirmados, a SES informou que: 1 foi da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza A não subtipado (1,63%); 7 de influenza A H1N1 (11,47%); 5 de influenza A/ H3 Sazonal (8,19%); 2 Influenza B (3,27%); 40 SRAG não especificada (65,57%); 1 de SRAG por outros agentes etiológicos (1,63%); e 5 SRAG por outros vírus respiratórios (8,19%).

Das 275 notificações, ocorreram 28 óbitos suspeitos, o que corresponde a 10,18% do total.

Desses 28 óbitos suspeitos, 01 (3,57%) foi confirmado influenza A não subtipado; 2 (3,27%) influenza A H1N1; 1 (3,57%) por influenza A/H3 Sazonal; 1 (3,57%) por influenza B; 13 (46,42%) Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) não especificado; 1 (3,57%) ignorado e 6 estão sob investigação 21,42% (6/28).

 

ORIENTAÇÕES GERAIS SOBRE INFLUENZA PARA A POPULAÇÃO

Um indivíduo infectado pode transmitir o vírus no período compreendido entre 2 dias antes do início dos sintomas até 5 dias após os mesmos. A transmissão mais comum é a direta (pessoa a pessoa), por meio de gotículas expelidas pelo indivíduo infectado ao falar, tossir e espirrar. Pode-se transmitir a doença pelo modo indireto, por meio do contato com as secreções do doente.

 

SINAIS E SINTOMAS

 

Febre (> 38°C) com duração em torno de 3 dias, cefaléia (dor de cabeça), mialgia (dor nos músculos), calafrios, prostração, tosse seca, dor de garganta, espirros e coriza, pele quente e úmida, olhos hiperemiados e lacrimejantes, garganta seca, rouquidão e sensação de queimor retroesternal ao tossir, aumento dos linfonodos cervicais, sintomas gastrintestinais (diarreia), astenia (fraqueza) e náuseas.

 

PREVENÇÃO

 

Lavagem das mãos com frequência, em especial ao retornar para casa, antes de preparar e/ou consumir qualquer alimento, antes de qualquer serviço, depois de tossir ou espirrar, após usar o banheiro; lavar os brinquedos das crianças com mesmo quando não estiverem visivelmente sujos; restringir contato de familiares portadores de doenças crônicas e gestantes com o doente; utilização de máscara pelo doente; evitar aglomerações de pessoas e ambientes fechados, em especial na época de epidemia; evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies; evitar sair de casa enquanto estiver em período de transmissão da doença (até 5 dias após o início dos sintomas); vacinação contra influenza para a prevenção da doença e suas consequências.

A lavagem das mãos deve ser feita com utilização de sabão, lavando inclusive os espaços entre os dedos e os pulsos, durante no mínimo uns 15 segundos, enxaguando e secando com toalha limpa.

 

 

 

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