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Domingo, 12 de Agosto de 2018, 17h:47

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Um ano após Charlottesville, americanos vão às ruas contra o racismo

AFP Há um ano, em Charlottesville, a moradora Heather Heyer foi atropelada e morta quando James Fields, de Ohio, lançou seu carro contra uma multidão...


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Há um ano, em Charlottesville, a moradora Heather Heyer foi atropelada e morta quando James Fields, de Ohio, lançou seu carro contra uma multidão de manifestantes
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Há um ano, em Charlottesville, a moradora Heather Heyer foi atropelada e morta quando James Fields, de Ohio, lançou seu carro contra uma multidão de manifestantes

Centenas de pessoas se reuniram neste domingo (12), em Charlottesville, Virginia (EUA), para protestar contra o racismo. O ato é uma lembrança às manifestações de supremacistas brancos ocorridas exatamente um ano atrás e que deixaram uma mulher morta e 19 feridos.

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Simultaneamente, em Washington, um protesto de neonazistas também foi organizado para coincidir com a data dos confrontos em Charlottesville . O evento, chamado de “Unite the Right 2” (“Una a Direita 2”, em tradução livre), foi marcado para acontecer na Lafayette Square, em frente à Casa Branca, às 18h30 (horário de Brasília).

A expectativa é de que as manifestações contrárias ao racismo a serem realizadas também em Washington superem em número as de supremacistas brancos. As autoridades locais prometeram a presença da polícia para manter os dois lados separados e evitar conflitos, como os que eclodiram em 2017.

Na ocasião, Heather Heyer, moradora da região, foi atropelada e morta quando James Fields, de Ohio, lançou seu carro contra uma multidão de manifestantes.

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Na noite de onte (11), os organizadores do #OccupyLafayettePark, um grupo de defesa de direitos civis, foi à frente da Casa Branca para protestar contra o presidente Donald Trump e os neonazistas. Os manifestantes seguravam cartazes com os dizeres “Love America, hate Trump” (“Ame a América, odeie Trump) e “Defend the district from white supremacy” (“Defenda a cidade contra a supremacia branca”).

Trump, Charlottesville e racismo

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"Os tumultos em Charlottesville um ano atrás resultaram em morte e divisão sem sentido. Nós devemos nos unir como nação", disse Trump em tuíte

No ano passado, após a tragédia na Virginia, o presidente Donald Trump disse que havia “pessoas muito boas” em ambos os lados. A declaração gerou crítica de todos os setores políticos, uma vez que deu a entender que o mandatário estava equiparando neonazistas e antifascistas.

Neste sábado, no Twitter, Trump condenou “todos os tipos de racismo”. Adicionalmente, no programa “This Week”, da ABC, sua assessora Kellyanne Conway afirmou que a mídia “não estava cobrindo” as repetidas denúncias do presidente contra os supremacistas brancos e que Trump “está clamando pela união entre todos os norte-americanos”.




"Os tumultos em Charlottesville um ano atrás resultaram em morte e divisão sem sentido. Nós devemos nos unir como nação. Condeno todos os tipos de racismo e atos de violência. Paz a TODOS os americanos!"

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Em contrapartida, também ao “This Week”, o deputado democrata Elijah Cummings, principal representante do partido no Comitê de Supervisão da Câmara, disse que o mandatário não estava fazendo o suficiente para repudiar os racistas e neonazistas. “Eu acho que é pouco para o presidente dos Estados Unidos simplesmente dizer que é contra o racismo. Ele tem que fazer mais do que isso”, defendeu.

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